Confrérie de la Chaîne des Rôtisseurs
Association Mondiale de la Gastronomie

As Suas Origens Francesas

La Confrérie de la Chaîne des Rôtisseurs é uma Associação Gastronómica Internacional, sem fins lucrativos, fundada em 1950 em Paris, onde continua a ter a sua sede mundial.

A Chaîne, como habitualmente é designada, está presente em cerca de 80 países, tendo entre os seus Membros grandes personalidades da política, da economia e da cultura, nomeadamente gastronómica (*).
A totalidade dos seus Membros atinge actualmente os 30.000. Toda a organização, deve reger-se pelos mesmos Estatutos e Regulamentos da Chaîne Internacional.

Desde o seu início, o termo Confraria nunca foi tomado num sentido restritivo, pelo que as Senhoras, Dames de la Chaîne, são especialmente convidadas a ingressar de pleno direito.

O objectivo da Confraria é promover a Boa Cozinha e manter os prazeres da Boa Mesa, bem como a Camaradagem entre os seus Membros. As aspirações da Chaîne des Rôtisseurs consistem em agrupar a nível mundial, gastrónomos em geral, nomeadamente profissionais da Indústria Hoteleira, apreciadores da Boa Cozinha, particularmente sob a forma de grelhados e assados no espeto, sempre que possível na brasa. A Chaîne des Rôtisseurs é, também, um estado de espírito e um tipo de comportamento, já que os seus Membros, unidos pela amizade, têm o compromisso de confraternizar em harmonia, respeitando-se e ajudando-se uns aos outros.

As origens da Chaîne des Rôtisseurs remontam à Idade Média, época do nascimento da civilização europeia, altura em que foram criadas as Corporações. Foram elas que contribuíram para a Construção das Catedrais, ao mesmo tempo que nasce na Europa, a Grande Música, a Literatura, a Pintura, o Teatro, as Artes, entre as quais a Cozinha. As Corporações, em geral, formavam no seu seio os Aprendizes, os Companheiros e os Mestres, nomeadamente os Assadores. Estes títulos eram-lhes atribuídos depois de ter realizado, diante dos seus Pares, a “Obra-Prima”.

A Chaîne des Rôtisseurs tem como base as tradições e práticas da velha Corporação Real Francesa dos Gansos Assados – Corporation des Rôtisseurs, chamados à época Les Oyers. Mais precisamente, a sua história escrita existe desde o ano 1248, ao tempo de Louis IX, mais tarde Saint Louis – Rei de França, ano em que se constituíram as Corporações Profissionais de Jovens Aprendizes, para melhorar o savoir-faire dos seus Membros. Les Ayeurs ou Les Oyers (Rôtisseurs d’Oies) limitavam-se inicialmente a assar os gansos, aves particularmente apreciadas na Idade Média. Progressivamente, ao longo das décadas seguintes, as suas práticas alargaram-se aos assados de aves de capoeira em geral e caça, destinadas ao espeto ou grelha.

A monarquia teve sempre as actividades da Corporação sob seu patrocínio. Em 1509, no reino de Louis XII, novos Estatutos mudaram o nome para Les Rôtisseurs, mantendo-lhes as actividades aos assados de aves de capoeira e caça pequena, seguindo-se depois outros animais selvagens de maior porte, bem como ovinos.

Mais tarde, em 1610, Louis XIII atribuiu-lhes a Consagração Real pela entrega solene de Brasão à Maîtrise des Rôtisseurs.

Estas Armas consistiam em dois espetos cruzados e quatro agulhas de lardear, rodeadas pelas chamas da grelha, num escudo envolto por um círculo de flores-de-lis. O nome Chaîne des Rôtisseurs, as datas da sua fundação e renascimento, respectivamente – 1248 e 1950 – e as correntes, representando o mecanismo utilizado para fazer rodar o espeto, foram acrescentadas em 1950; essas correntes demonstram o laço que une todos os Confrades.

A corrente maior, no exterior, corresponde aos Membros não Profissionais, reunindo no seu centro os Membros Profissionais, representados por uma corrente mais pequena. De facto, a nossa Confraria, não sendo uma Associação de Classe, deve ter uma clara predominância dos primeiros.

O objectivo original da Corporação foi também perpetuar os standards de qualidade da Mesa Real. A boa semente gastronómica foi lançada e a Cozinha não parou mais de se aperfeiçoar, para se tornar uma Arte.

Até 1789 – 179 anos depois da sua consagração, esta Corporação Real continuou a desenvolver-se. Contudo, nessa data, a Revolução Francesa suprimiu-a, a exemplo de todas as outras Corporações, tendo assim permanecido durante mais de cento e cinquenta anos. A partir de 1940, com a guerra, chegaram a França e ao resto da Europa graves restrições alimentares. Deixou então de ser possível, por falta de matéria-prima, formar aprendizes de cozinha, assadores ou grelhadores. De igual modo, foi vedado às mães iniciar as suas filhas na Arte da Boa Mesa e tudo isto durante os 10 anos seguintes. Apesar das condições para o ressurgimento das Confrarias Gastronómicas terem surgido bem antes, só depois de 1950, as senhas de alimentação apareceram e as mercearias encheram-se novamente.

Estavam finalmente criados os requisitos para o ressurgimento da Chaîne des Rôtisseurs.

Na Páscoa de 1950 três Gastrónomos, Curnosky, príncipe eleito dos gastrónomos – escritor e jornalista; Jean Valby – igualmente escritor e jornalista; Dr. Auguste Becart – médico; mais dois profissionais, Louis Giraudon – fabricante de grelhas e espetos e ainda restaurateur e por fim Marcel Dorin – cuisiner/rôtisseur, juntaram-se em Paris, para saborear um Gigot à la Broche. Enquanto o faziam, decidiram reactivar a alma e tradição da Chaîne des Rôtisseurs, restaurando o orgulho culinário perdido, sobretudo durante o período de guerras e privações, que acabava de terminar.

Assim, a Chaîne des Rôtisseurs renasceu, e o Brasão da antiga Corporação foi restabelecido.

Cada novo candidato, depois de proposto e aceite, terá de ser formalmente entronizado, durante um Chapitre. Antes de receber as suas Insígnias o novo Membro prestará o Juramento dos Rôtisseurs. Para os prestigiar e demonstrar a especial atenção que conferem aos novos Confrades, todos os elementos da Chaîne devem trazer também as suas Insígnias. Estas estarão sempre presentes durante os Convívios e os Membros Profissionais deverão usá-las ao receberem nos seus estabelecimentos os Confrades que os visitam.

As Insígnias da Confrérie de la Chaîne des Rôtisseurs consistem num colar com o medalhão da Chaîne, variando as cores da fita que os sustenta, mediante o Grau e responsabilidades que progressivamente cada Confrade vai recebendo. Devido às suas características internacionais, e ao elevado e diversificado nível dos seus eventos, a Chaîne não usa qualquer tipo de Traje Típico, como é costume na maioria das Confrarias.

La Confrérie de la Chaîne des Rôtisseurs é, actualmente, uma Associação Francesa que se rege pela legislação de 1 de Julho de 1901. A sua constituição foi registada na Prefeitura de Polícia de Paris a 3 de Agosto de 1950, tendo sido publicada no Journal Officiel de la République Française a 29 de Agosto de 1950 (página 9316).

Ordre Mondial des Gourmets Dégustateurs

L'Ordre Mondial des Gourmets Dégustateurs é a Secção Báquica da Chaîne des Rôtisseurs especializada em vinhos, aguardentes e licores de qualquer origem. Foi fundada em Paris a 2 de Setembro de 1963 e faz parte integrante da Chaîne, regendo-se pelos mesmos Regulamentos e Estatutos.

Tem como objectivos particulares promover e enriquecer a degustação, a compreensão e o conhecimento dos bons vinhos e espirituosos de qualidade de todos os países. Uma das principais tarefas da Ordre Mondial é a organização de jantares, sessões de prova, conferências, concursos, reuniões e eventos de qualquer tipo, sobre o tema de vinhos e espirituosos, associando-os, sempre que possível, aos pratos mais apropriados.

Apenas os Sócios da Chaîne podem tornar-se Membros da Ordre Mondial des Gourmets Dégustateurs.

(*) Números aproximados, susceptíveis de flutuação


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